O GRANDE INÍCIO – PARTE 09

Jesus X Os antigos deuses

Jesus, é claro, tinha completo conhecimento sobre a batalha pelo seu monte santo. Para Ele, essa era uma guerra pessoal.

Jesus

Muitos dos elementos chave da vida de Jesus ocorreram no Monte do Templo. Quando criança, Jesus foi apresentado ao Templo de acordo com a Lei, onde Simeão, um homem que havia dito que iria viver para ver o Messias, e Ana, uma profetiza de 84 anos, foram levados à Jesus pelo Espírito Santo. Quando Ele tinha 12 anos de idade, ele ficou para trás no Templo depois que seus pais começaram a voltar para Nazaré depois da celebração da Páscoa em Jerusalém. Se passou um dia inteiro antes de perceberem que haviam perdido Jesus, e pelo menos mais três antes de encontrá-Lo no Templo falando com os rabinos.

Logo no início do Seu ministério, Jesus visitou Jerusalém durante a Páscoa e expulsou os cambistas e os mercadores de animais do Templo. Mais parte, provavelmente durante a segunda Páscoa do Seu ministério, Jesus curou um homem coxo no Tanque de Betesda no final da parte norte do complexo do templo. Pouco antes da crucificação, Jesus expulsou os cambistas numa segunda vez, e Mateus escreve que ele curou muitos coxos e cegos que vieram até Ele no Templo.

Não é interessante que mesmo numa construção erigida pelo maligno rei Herodes, e sem a Arca da Aliança no templo, Jesus ainda mantinha grande zelo pela casa de Seu Pai?

E essa paixão se estendeu para além dos 35 acres que faziam parte do Monte do Templo. A herança de Israel era Yahweh, e a terra dentro dos limites que Ele estabeleceu durante o tempo de Moisés e Josué pertenciam a Ele. É por isso que Jesus devotou tanto do seu ministério para curar os doentes e expulsar demônios: que eram, vocês se lembram, os espíritos dos Nefilim. Ele não estava apenas restaurando a saúde e espiritual das pessoas, ele os estava expulsando de Sua terra, Israel.

Quando damos uma passa atrás e damos uma nova olhada nos eventos da vida de Jesus, muitas coisas passam a ter um novo significado quando são postas no contexto da guerra entre Deus e os deuses. E, é claro, muitos dos argumentos oferecidos pelos céticos para tentar explicar a divindade de Jesus, nada mais são do que jogos psicológicos no Inimigo para convencer as mentes modernas, embaçadas pelo cientificismo, de que Jesus teria sido um radical político, ou um batalhador pela justiça social, ou um pregador itinerante mal compreendido: qualquer coisa menos Deus em carne.

Por exemplo, a Transfiguração. Qual foi o motivo de tudo aquilo?

Seis dias depois tomou Jesus consigo a Pedro, a Tiago, e a João, e os levou à parte sós, a um alto monte; e foi transfigurado diante deles;    3as suas vestes tornaram-se resplandecentes, extremamente brancas, tais como nenhum lavandeiro sobre a terra as poderia branquear.    4E apareceu-lhes Elias com Moisés, e falavam com Jesus.    5Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Mestre, bom é estarmos aqui; faça-mos, pois, três cabanas, uma para ti, outra para Moisés, e outra para Elias.    6Pois não sabia o que havia de dizer, porque ficaram atemorizados.    7Nisto veio uma nuvem que os cobriu, e dela saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi.    8De repente, tendo olhado em redor, não viram mais a ninguém consigo, senão só a Jesus.

Marcos 9:2-8

transfiguration-300x221A primeira reação do leitor moderno: Efeitos especiais incríveis! Mas e se o propósito da Transfiguração foi o de mostrar a Sua divindade, por que Jesus pegou apenas três de Seus discípulos? Não teria sido mais produtivo trazer todos os doze? Ou por que não realizar esse grande efeito visual para os milhares de pessoas que participaram do milagre da multiplicação do pão e do peixe?

Aqui vai o porquê: a audiência desejada não era humana.

A pista para o verdadeiro propósito deste evento é a sua localização. Tanto Marcos como Mateus notam que a Transfiguração aconteceu numa montanha alta. Mas Israel tem muitas montanhas, mas nem todas podem ser descritas como altas; pelo menos não relativo ao resto dos picos daquele lugar.

Segundo: notem que eles escalaram uma montanha perto de Cesaréia de Filipe. Isso delimita nossa área em questão. A cidade estava na parte nordeste da Terra Santa, ao norte do Mar da Galiléia e do Lago Huleh, na área que chamamos de Colinas de Golan. Para sermos precisos, Cesaréia de Filipe fica na base sudoeste do Monte Hermon.

Ah. Acertou na mosca!

Sim, a própria montanha onde os Sentinelas / Titãs desceram e fizeram um pacto para corromper a humanidade foi onde Jesus foi Transfigurado num ser de luz perante os olhos de Pedro, Tiago e João.

Coincidência?

De maneira nenhuma! Jesus sabia exatamente o que estava fazendo. Essa foi uma cutucada cósmica nos olhos, uma declaração para os Caídos que o Segundo Poder no Céu havia chegado em carne. Ele estava declarando que o domínio temporário dos rebeldes bene elohim estava perto de acabar: e que o monte da assembleia de Yahweh iria em breve cumprir as promessas proclamadas pelos profetas. E Ele o fez no monte da assembleia de El, o maior deus dos Cananeus.

Mais precisamente, foi onde os Caídos tentaram usurpar o nome de El Shaddai, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó.

Se nós voltarmos no capítulo de Mateus e Marcos, existe outro incidente que prenunciara o que aconteceu no Monte Hermon. Na base da montanha, fora da cidade de Cesaréia de Filipe, existe um lugar chamado Paneas (hoje chamado de Banias). É uma caverna e uma nascente que foi consagrada ao deus grego Pan desde o tempo de Alexandre o Grande.

Pan era o deus do deserto, dos lugares desolados, pastores e rebanhos, músca, campos, boques e vales arborizados. Pan também está ligado à fertilidade, a qual influenciou a maior parte das artes de mostram o deus no mundo clássico. Ele era frequentemente mostrado perseguindo ou mantendo relações físicas com deusas, ninfas, mulheres, jovens meninos chamados de eromenoi, e/ou bodes. (Alguns desses vasos antigos e afrescos foram classificados como proibidos para maiores de 18 anos ou NC-17). Como sendo um deus rústico da natureza, Pan normalmente não era adorado em templos. Ele preferia lugares abertos, especialmente aqueles que eram ligados ao seu lar em Arcadia, a região montanhosa do sul da Grécia.

A Caverna de Pan em Paneas tem sido considerada sagrada desde os tempos antigos. Uma nascente uma vez já jorrou dessa caverna, alimentando a pantanosa área ao norte do Lago Huleh, que era a fonte do Rio Jordão. Um terremoto anos atrás mudou algo sob a montanha, e hoje a corrente se infiltra silenciosamente na pedra debaixo da boca da caverna.

Depois que os gregos vieram ao Levante, Pan gradualmente substituiu seu antigo local de culto à fertilidade. Os estudiosos sugerem que Aliyan, um deus menor cananeu das fontes, talvez tenha sido a deidade adorada em Paneas antes da chegada dos gregos. Esse deve ter sido o deus chamado Baal-Hermon, o Senhor de Hermon, em Juízes 3:3.

Os cristãos nos séculos posteriores a Jesus, igualaram Pan a Satanás. Não precisamos de muita imaginação para ver como as pinturas dos gregos do deus-bode influenciou os artistas mais tarde, aquele com os chifres, cascos, rabo e tudo mais. Mas essas conexões estavam na maioria das mentes dos imaginativos artistas medievais, uma vez que não há nada definitivo na Bíblia que descreve a aparência de Satanás que não seja um alerta de que ele pode aparecer como um anjo de luz. No entanto, existem algumas ligações interessantes que sugerem que havia muito mais em Pan do que um espírito da natureza de amor alegre e musical.

Voltemos há mais de 1.400 anos desde o tempo de Jesus, para o Êxodo. Aparentemente, os Israelitas começaram a adorar entidades durante seus quarenta anos no deserto chamados de se’irim, ou “demônios bode”.

1Disse mais o Senhor a Moisés:    2Fala a Arão e aos seus filhos, e a s todos os filhos de Israel, e dize-lhes: Isto é o que o Senhor tem ordenado:    3Qualquer homem da casa de Israel que imolar boi, ou cordeiro, ou cabra, no arraial, ou fora do arraial,    4e não o trouxer à porta da tenda da revelação, para o oferecer como oferta ao Senhor diante do tabernáculo do Senhor, a esse homem será imputado o sangue; derramou sangue, pelo que será extirpado do seu povo;    5a fim de que os filhos de Israel tragam os seus sacrifícios, que oferecem no campo, isto é, a fim de que os tragam ao Senhor, à porta da tenda da revelação, ao sacerdote, e os ofereçam por sacrifícios de ofertas, pacíficas ao Senhor.    6E o sacerdote espargirá o sangue sobre o altar do Senhor, à porta da tenda da revelação, e queimará a gordura por cheiro suave ao Senhor.    7E nunca mais oferecerão os seus sacrifícios aos sátiros (demônios bode), após os quais eles se prostituem; isso lhes será por estatuto perpétuo pelas suas gerações.

Levítico 17:1-7

Os se’irim, literalmente “os peludos”, eram seres sátiros (isto é, como Pan) os quais os Israelitas começaram a adorar durante sua andança pelo deserto. Os sacrifícios feitos fora do tabernáculo consistiam na adoração à Pan. Parece que a sessão da Lei gravada em Levíticos 17, requerendo que todos os sacrifícios fossem trazidos à tenda da revelação, eram especialmente para cessar a adoração a esses demônios bode.

Agora, se’ir é uma dessas palavras onde a tradução depende do contexto. Normalmente ela simplesmente significa “bode” ou “criança”. Mas existem quatro lugares no Velho Testamento onde a palavra claramente se refere a um demônio ou diabo. Aqui vai outro exemplo: em Isaías 34, o profeta mostra seu polêmico dom na terra de Edom:

E crescerão espinhos nos seus palácios, urtigas e cardos nas suas fortalezas; e será uma habitação de chacais, um sítio para avestruzes. 14E as feras do deserto se encontrarão com hienas; e o sátiro clamará ao seu companheiro; e Lilite pousará ali, e achará lugar de repouso para si.

Isaías 34:13-14

Mais uma vez, o “sátiro” é baseado na raiz hebraica se’ir. A tradução da JFA está com a palavra “sátiro”, como se faz em Isaías 13, mas outras traduções são similares à JFA: bode selvagem, bode masculino, bode peludo, etc.

Agora, voltando a Moisés: O Livro de Levítico descreve um requerimento interessante para o Dia da Revelação. Ele envolve um bode que é expulso do acampamento, jogado no deserto, para um ser chamado Azazel.

6Depois Arão oferecerá o novilho da oferta pelo pecado, o qual será para ele, e fará expiação por si e pela sua casa.    7Também tomará os dois bodes, e os porá perante o Senhor, à porta da tenda da revelação.    8E Arão lançará sortes sobre os dois bodes: uma pelo Senhor, e a outra por Azazel.    9Então apresentará o bode sobre o qual cair a sorte pelo Senhor, e o oferecerá como oferta pelo pecado;    10mas o bode sobre que cair a sorte para Azazel será posto vivo perante o Senhor, para fazer expiação com ele a fim de enviá-lo ao deserto para Azazel.

Levítico 16:6-10

Os estudiosos interpretam esse ritual como ritos complementários da revelação, com o bode para o sacrifício e o segundo bode que carrega os pecados das pessoas para longe. O sacerdote colocaria as mãos sobre o bode para Azazel e inseriria os pecados das pessoas sobre ele antes de ser levado para fora do acampamento e lançado no deserto. Essa é a origem no tempo “bode expiatório”.

Por terem prestado atenção, vocês estão lembrando agora que o nome Azazel já apareceu aqui uma vez nesse estudo. É porque o Livro de 1 Enoque nomeia Azazel como um dos líderes dos Sentinelas rebeldes que desceram no Monte Hermon. E bem ali está uma ligação entre Azazel e os se’irim, as deidades sátiras dançando no deserto que nos trazem fortes lembranças do deus grego Pan.

É claro que, ao menos que você seja um teórico das coincidências, vocês conseguem ver esses detalhes como assuntos conectados, parte de um jogo psíquico do inimigo para distrair os judeus de sua devoção a Yahweh. Mas isso não é tudo.

A mitologia grega fornece conexões fascinantes entre Pan e um par de outras deidades que já encontramos neste estudo: numa história, Pan, em seu aspecto deus-bode Aegipan, ajudou o deus-chefe Zeus na épica batalha com o deus do caos, Typhon. Quando Typhon se virou para atacar Aegipan, o deus-bode mergulhou no Rio Nilo, com as partes de cima da água lembrando um bode, mas a parte de baixo da linha d’água transformadas num bode. Então Aegipan se tornou o peixe-bode Capricornius, ou Capricórnio.

Mesmo a constelação de Capricórnio sendo pequena, ela tem sido constantemente mostrada como um híbrido peixe-bode desde pelo menos o século 21º a.C., o tempo dos últimos reis sumérios que governaram toda a Mesopotâmia. E, aqui vai o lance, o peixe-bode foi um símbolo muito bem conhecido para o deus do abzu, Enki.

Então agora podemos desenhar as ligações diretamente desde Enki, o deus do abismo, até os demônios bode do Êxodo e o deus-bode adorado na base do Monte Hermon nos tempos de Jesus Cristo.

E foi lá em Cesaréia de Filipe, na frente da saída da Caverna de Pan, onde houve um diálogo entre Jesus e seus discípulo de cabeça quente, Pedro:

E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do homem? E eles disseram: Uns, João o Batista; outros, Elias; e outros, Jeremias, ou um dos profetas. Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou? E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque to não revelou a carne e o sangue, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.

Mateus 16:13-18

grottopan-300x233Lembrem-se que a Caverna de Pan está no pé do monte da assembleia de El, local da rebelião dos Sentinelas. Ela também está Basã, o portal para o submundo. Seria isso tudo uma coincidência, o fato de logo ali Jesus perguntar a Pedro: “Quem dizeis que sou?”

Não. Jesus fez uma declaração aos Caídos ali, a declaração de sua divindade: Na pedra deles, ele construiria Sua igreja!

Então ele escalou a pedra deles, o Monte Hermon, e foi transfigurado num ser de luz, sua face como o sol e suas roupas num branco incrível: e os discípulos ouviram a voz de Yahweh do céu.

Precisamos dar uma olhada em mais um evento que aconteceu no norte de Israel, perto do Monte Hermon. Isso está em Lucas 10, o capítulo logo depois da declaração de fé de Pedro e a Transfiguração no Monte Hermon. Em outras palavras, a hora e o local desse evento também foram calculados.

E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir… E voltaram os setenta com alegria, dizendo: Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam. E disse-lhes: Eu via Satanás, como raio, cair do céu. Eis que vos dou poder para pisar serpentes e escorpiões, e toda a força do inimigo, e nada vos fará dano algum. Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitam os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus.

Lucas: 10:1-20

Agora, algumas traduções dizem que foram setenta discípulos, outras dizem setenta e dois. Os manuscritos gregos de Lucas estão divididos e não como termos certeza qual o número que Lucas escreveu no seu esboço do evangelho. Mas, de qualquer forma, dada a localização e o propósito da missão, existem boas razões teológicas para acreditarmos que o número não era, vocês sabem, uma coincidência.

Quantos filhos de El estavam na assembleia de El no Monte Hermon? Isso mesmo: setenta, mais Ba’al e El e temos setenta e dois.

Quantas nações Yahweh criou na Torre de Babel? Setenta, mas algumas traduções da Bíblia, na verdade, nomeiam setenta e duas.

Quantos anciãos de Israel escalaram o Monte Sinai para se encontrar com Yahweh face a face? Setenta, mais Moisés e Aarão e temos setenta e dois.

Qual o motivo de Jesus enviar os discípulos na sua frente? Esse era o começo da missão da igreja de reclamar as nações dos Caídos, o pontapé inicial da Grande Comissão. Satanás, o nachash do livro de Gênesis, caiu “como um raio do céu”, pois ele havia perdido seus direitos legais como senhor dos mortos sobre aqueles que morreram em Cristo. Por que? Porque nos é garantida a vida eterna através do derramamento do Seu sangue.

Seja qual o for o número que queiram contar, enviar esse específico número de discípulos não um acidente ou coincidência, foi uma mensagem clara para os antigos deuses: Saiam da minha terra!

CONTINUA: O SURGIMENTO DA LUA DO MAL: DA BABILÔNIA PARA JERICÓ E DAÍ PARA MECA.

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