NÃO ACREDITA EM DEUS? TALVEZ ACREDITE EM OVINIs

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Caros leitores, achei a reportagem abaixo no New York Times bem interessante e pertinente, principalmente no que tange uma série de vídeos que estou legendando sobre Terra Plana. Não que a reportagem abaixo fale sobre Terra Plana. Mas mostra o sucesso da campanha de Satanás na doutrinação da raça humana, que começou com o heliocentrismo de Copérnico há 400 anos trás, que como um Cavalo de Tróia deu a oportunidade para o florescimento da Teoria de Evolução de Charles Darwin e o materialismo minimalista que nos levou até a era do cientificismo que vivemos hoje.

Os números abaixam mostram por si mesmos para onde estamos caminhando.

Estamos nos preparando para a chegada do “deus alienígena” mencionado por Daniel com o crescimento desses sobrenaturalismo ufológico substituindo a fé cristã? Notem que Daniel 11 pode ser literalmente interpretado como o anticristo adorando um “deus alienígena”!

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Será que os americanos estão ficando menos religiosos? Depende do que você entende por “religioso”.

Pesquisas certamente mostram um declínio em filiações religiosas, práticas e crenças. Há algumas décadas atrás, algo em torno de 95% dos americanos reportavam pertencer a algum tipo de grupo religioso. Esse número agora está em torno de 75%. E menos ainda são ativamente religiosos: o percentual de pessoas que vão às igrejas pode estar entre 15 a 20%. E falando sobre crença religiosa, o Pew Research Center encontrou que de 2007 a 2014, a porcentagem de americanos que se diziam absolutamente confiantes na existência de Deus caiu de 71 para 63%.

Apesar disso, existem razões para se duvidar a morte da religião, ou pelo menos da morte do que podemos chamar de “mente religiosa”, ou seja, nossa preocupação com questões existenciais e nossa procura pelo sentido da vida. Um crescente grupo de pesquisas sugere que as evidências para o declínio da crença nas tradições religiosas, identidade e práticas, não refletem um declínio dessa inclinação espiritual subjacente.

Pergunte a si mesmo: por que as pessoas se tornam religiosas? Uma visão é de que a religião é uma maneira antiga de entender e organizar o mundo no qual vivemos, principalmente porque as sociedades nos passaram assim através das gerações. Esta visão está relacionada à ideia de que do surgimento da ciência se seguiu a queda da religião. Assume-se também que a força da religião é melhor medida em quanto da doutrina as pessoas aceitam e quão observadoras elas são.

Essa visão, no entanto, não captura a natureza fundamental da mente religiosa: nossa consciência, a necessidade de reconhecimento, a transitoriedade e a fragilidade de nossa existência, e o quão pequenos e sem importância parecemos ser nesse grande esquema das coisas. Resumindo: nossa jornada por um significado.

Dezenas de estudos mostram uma forte ligação entre religiosidade e preocupações existenciais sobre a morte e propósito. Por exemplo, quando os participantes da pesquisa são apresentados a estímulos que tragam a morte à mente ou desafiam um sentido de propósito à vida, eles exibem uma religiosidade aumentada e interesses em ideias religiosas e espirituais. Outro grupo de pesquisa mostra que as crenças religiosas fornecem um significado protetor.

Além do mais, evidências sugerem que as mentes religiosas persistem mesmo quando perdemos a fé nas crenças religiosas tradicionais e instituições. Considerem que aproximadamente 30% dos americanos reportam ter entrado em contato com alguém que já morreu. Aproximadamente 20% acreditam que têm estado na presença de um fantasma. Quase um terço dos americanos acredita que fantasmas existem e podem interagir e causar danos a humanos; aproximadamente dois terços possuem crenças sobrenaturais ou paranormais de algum tipo, incluindo crenças em reencarnação, energia espiritual e poderes psíquicos.

Esses números são muito maiores do que eram em décadas anteriores, quando mais pessoas reportavam ser altamente religiosas. Pessoas que não frequentam igrejas são duas vezes mais propensas a acreditar em fantasmas do que aquelas que frequentam regularmente. Quanto menos religiosas as pessoas não, mais elas estão sujeitas a endossar empiricamente ideias sem embasamento relacionadas a OVNIs, alienígena inteligentes monitorando as vidas dos humanos e conspirações relacionadas a acobertamentos governamentais sobre esses fenômenos.

Um emergente grupo pesquisado dá suporte à tese de que esses interesses em fenômenos não-tradicionais sobrenaturais e paranormais são dirigidos pelos mesmos processos cognitivos e motivos que inspiram a religião. Por exemplo, meus colegas e eu recentemente publicamos uma série de estudos no jornal Motivation and Emotion demonstrando que a ligação entre a baixa religiosidade e a crença em visitantes alienígenas avançados é, pelo menos em parte, explicada pela procura de um propósito. Quanto menos religiosos eram os participantes, menos eles percebiam significado na vida. Essa falta de propósito era associada ao desejo de encontrar um significado, o qual vinha a estar associado à crença em OVNIs e visitantes alienígenas.

Quando as pessoas estão procurando por propósito, suas mentes parecem gravitar em direção a coisas como alienígenas que não se encaixam dentro de nosso atual inventário do mundo. Por que? Suspeito que parte dessa resposta é de que tais ideias implicam que humanos são estejam sozinhos no universo, que podemos fazer parte de um drama cósmico ainda maior. Assim como nas crenças religiosas tradicionais, a maioria dessas crenças paranormais envolvem seres poderosos observando os humanos e a esperança de que eles nos resgatarão da morte e da extinção.

Um grande número de ateus e agnósticos, é claro, não acredita na existência de OVNIs. Não quero sugerir que se você rejeitar crenças religiosas tradicionais, você necessariamente estará acreditando em visitante alienígenas. Mas devido ao fato de que OVNIs e alienígenas não invoquem explicitamente o sobrenatural e estão encaixados em jargões científicos e tecnológicos, eles podem ser mais palatáveis àqueles que rejeitam a metafísica dos sistemas religiosos mais tradicionais.

É importante notar também que as pesquisas indicam apenas que a necessidade de um propósito inspira esses tipos de crenças paranormais, não que tais crenças verdadeiramente façam um bom trabalho em prover algum significado. Existem razões para se suspeitar que elas sejam pobres substitutas para a religião: elas não são parte de um sistema apoiador social e institucional bem estabelecido e falta a elas uma filosofia profunda e historicamente rica em significado. Procurar um propósito não é sempre se resultar em encontrar um propósito.

O mundo ocidental está, em teoria, se tornando cada vez mais secular, mas as mentes religiosas permanecem ativas. A questão agora é: como a sociedade pode lidar com pessoas religiosas e necessidades espirituais?

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