SINAIS DOS TEMPOS

E, chegando-se os fariseus e os saduceus, para o tentarem, pediram-lhe que lhes mostrasse algum sinal do céu. Mas ele, respondendo, disse-lhes: Quando é chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está rubro. E, pela manhã: Hoje haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Hipócritas, sabeis discernir a face do céu, e não conheceis os sinais dos tempos? Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o sinal do profeta Jonas Mateus 16:1-4

Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos do céu, mas unicamente meu Pai. E, como foi nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho do homem. Porquanto, assim como, nos dias anteriores ao dilúvio, comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca,
E não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem.
Mateus 24:36-39

MUITOS ACHAM QUE O APOCALIPSE ESTÁ PRÓXIMO

Um dos meus filmes favoritos é o Exterminador do Futuro 2: O Dia do Julgamento (1991). O filme apresentava um dos melhores efeitos especiais já vistos no cinema. A maioria dos expectadores se lembra da história: Sarah Connor luta para salvar o seu filho John, o qual representa a única chance da humanidade DEPOIS que o mundo como o conhecemos é destruído pela Sky Net e as máquinas Exterminadoras. O filme nos mostra um pesadelo bem vívido de um holocausto nuclear produzindo o fim dos dias. Quando imaginamos “o fim do mundo”, não podemos imaginar senão imagens horríveis como as que vimos neste filme ou qual será nosso destino se as máquinas nos dominarem.

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O Exterminador do Futuro 2: O Dia do Julgamento – Visão de Cameron sobre o Apocalipse

Sabemos do clímax da história por muitos nomes, alguns bíblicos e outros não: Dia do Julgamento, o Dia do Senhor, o Tempo da Tribulação de Jacó, Fim dos Dias, Fim dos Tempos, o Apocalipse e, é claro, Armageddon. Parece que a humanidade possui um sentimento enraizado profundo de que o desfecho de nossa história não é de um final feliz. As pesquisas hoje mostram que a maioria dos americanos acreditam que o mundo está chegando a um fim. Algo terrível acontecerá. Aprendemos isso de uma recente pesquisa conduzida pelo Barna Group:

PITTSBURGH, PA, 11 de Setembro – de acordo com a pesquisa realizada no verão de 2013 pela OmniPoll, uma respeitável companhia de pesquisa de fé e cultura em Ventura, CA, encontrou 41% de todos os adultos nos EUA, 54% de Protestantes e 77% de Evangélicos acreditam que o mundo agora está vivendo o fim dos tempos bíblicos. Quando perguntados: “você pessoalmente acredita que o mundo está atualmente vivendo no ‘fim dos tempos’ como está descrito nas Profecias da Bíblia, ou não?” Incrívelmente 41% de todos os participantes responderam ‘sim’. O número foi até maior entre os Protestantes com uma amostra de 1 em cada 2 protestantes adultos. O maior número registrado foi entre os Evangélicos, com 3 a cada 4 evangélicos cristãos na América acreditando que o mundo está vivendo no fim dos dias. Católicos estiveram no outro fim do espectro, onde 73% disseram que ‘não’; embora que os Católicos praticantes registraram um número maior e aproximadamente 45% disseram sim para estarem vivendo agora no fim dos tempos.

Para chegar a esses dados inesperados, o Barna Group conduziram 1000 pesquisas online entre uma amostra representativa de adultos, de 18 anos ou mais nos EUA, de 29 de Julho de 2013 a 1 de Agosto de 2013. A margem de erro é de +/- 3.2 pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. A pergunta incomum da OmniPoll foi comissionada por James F. Fitzgerald, produtor da WatchWORD Bible New Testament, concomitantemente ao lançamento do seu novo livro, The 9/11 Prophecy – Startling Evidence the Endtimes have Begun (WND Book), para o 12º aniversário dos ataques em 11 de Setembro de 2001. Fitzgerald disse aos seus pesquisadores que nunca houve uma pesquisa como essa antes sobre o fim dos tempos.

Independente se nos baseamos na Bíblia ou na ciência, pare que um desastre ou cataclisma nos aguarda. Hoje, muitos livros especulam sobre o cedo aparecimento de desastres, sejam eles naturias ou causados pleo homem. Os autores desses livros alertam sobre alguns desastres que podemos prevenir. Mas outros mostram catástrofes as quais não podemos fugir. Todos reforçam um senso existencial de impotência. A Singularidade de Ray Kurzweil prevê um exótico futuro no qual ‘as mudanças ocorrem exponencialmente’ fazendo com que a humanidade não seja capaz de acompanhar a incrível taxa de crescimento e transformação radical em nosso mundo. Água potável rapidamente ficará escassa. A fome chegará a níveis mais altos, até mesmo nos EUA. A verdadeira inteligência artificial finalmente será alcançada dentro da próxima década, produzindo computadores que não apenas nos superarão (o que eles já fazem a anos), mas tomarão decisões melhores que as nossas. As máquinas serão mais espertas do que nós. O único cataclisma que pode ser evitado até agora é o de ficarmos sem energia. Uma gama de novas idéias prometem combustíveis mais baratos. A ‘crise do petróleo’ que atingiu o mundo desde a década de 70 e fez com que os políticos do Oriente Médio virassem capas de revista em breve serão suplantados, assim como aconteceu com o preço do serviço de telefone e a ‘conexão com a internet’ – que irão baratear com o passar dos anos, ao invés de encarecer.

Mas existem outras ameaças de desastres. O History Channel, em Fevereiro de 2009, gastou uma semana inteira mostrando as várias formas de catástrofes que poderiam destruir a humanidade. Nos últimos três meses de 2008 e todo 2009, o colapso da economia do mundo parecia bem provável. De várias maneiras, a economia realmente entrou em colapso e algumas nações não conseguiram se recuperar, e essencialmente quebraram (Islândia, Grécia, só para mostrar duas delas). De 2010 a 2013, foram dois passos para frente e um para trás. A recuperação econômica nunca foi dada como imune a uma recaída numa “dupla recessão”. Em 2014, nenhum dia se passou sem que algum especialista (e muitos sem a menor credencial para isso) viesse nos alertar sobre estarmos indo mal das pernas. Estamos sendo alertados sobre um possível colapso econômico inevitável. Pouquíssimos profetas fiscais vêem melhorisa a nossa frente. Existe uma legião de referências sobre colapso econômico. Citarei um típico comentário abaixo:

Apesar dos mercados dos EUA estarem indo relativamente bem até o momento, alguns especialistas financeiros têm feito previsões econômicas para 2014 que mostram uma quebra em Janeiro como sendo possível. Mais adiante, o débito fora de controle dos EUA fará com que o dólar americano seja removido como moeda de reserva e engatilhará um colapso econômico:

“O problema centrar é a confiança na América, e o mundo está perdendo confiança rapidamente. Em um certo momento em breve, os EUA chegarão a um nível de défcit de gastos e débitos no qual os países do mundo perderão a fé na América e começarão a retirar os seus investimentos. Muitos líderes econômicos e banqueiros e banqueiros acham que outros trilhão de dólares iniciarão o processo. Uma corrida aos bancos se iniciará repentinamente, construindo rapidamente uma bola de neve.”

Estejamos falando de economia ou política, se alguém prevê que um perigoso evento já está em andamento, não chamamos essa pessoa de alarmista, mas de realista.

PARA OS QUE NÃO CRÊEM, NENHUM SINAL DE DESASTRE SE APROXIMA

Jesus repreendeu os líderes religiosos de sua época, a ‘inteligência’ daquele tempo, pela sua falha em entender o que estava acontecendo com sua nação. Ele também alertou as pessoas comuns para serem cautelosas sobre o futuro, não pensem que a vida continuará num estado de ‘normalidade’ (ou como chamamos hoje de ‘status quo’). Mudanças acontecem, desejemos elas ou não. Não existe ninguém, nenhuma força vivente, nem mesmo o Próprio Deus que posso garantir que a vida como a conhecemos irá continuar como ‘ela é’. Parafraseando as palavras de Jesus: “será como nos dias de Noé… todos bebiam e comiam, casavam-se e davam-se em casamento (uma vida comum), e de repente BUM! O dilúvio veio e destruiu todo mundo e parou com tudo o que eles estavam fazendo”. Dessa vez, o ponto ao qual Jesus se referia era quase uma contradição à Sua repreensão anterior aos líderes judeus pela sua falha em ler os sinais dos tempos quando ele mostrou que eles podiam interpretar o significado do céu avermelhado, mas não as implicações políticas do que estava acontecendo com aquela nação. No entanto, em contraste com Suas primeiras rejeições, se referindo aos dias de Noé, Jesus previu que a maioria não seria capaz de discernir o que estaria para acontecer. “Não esperem quaisquer sinais de desastres antes do desastre começar. Será como nos dias de Noé quando nunca viram ele chegar! Os eventos do dia-a-dia aconteciam normalmente até que o fim chegou. E então, já era tarde demais.

Recentemente, foram lançados um grande número de livros sobre a interessante história dos Nephilim de Gênesis 6:4: “Haviam gigantes na terra naqueles dias; e também depois, quando os filhos de Deus tiveram com as filhas dos homens, e eles tiveram filhos com elas, os quais se tornaram os poderosos homens da antiguidade, homens de fama.” A frase “como nos dias de Noé” nos leva à especulação do que aconteceu durante o tempo de Noé, a corrupção da humanidade pelo cruzamento (aparentemente) de anjos com ‘as filhas dos homens’, acontecerá novamente.

Em muitos dos meus outros livros, também escrevi sobre essa possibilidade e citei exemplos do que está acontecendo hoje sobre essas coisas estranhas tais como abdução alienígena, que podem ser exatamente isso, por mais inacreditável que pareça.

No entanto, não podemos falhar em considerar o explícito ponto ao qual Jesus se referia nessa passagem. Se dermos uma olhada cuidadosa no contexto, Jesus estava falando especificamente sobre a existência de sinais apocalípticos que acordariam o mundo de forma que as pessoas entendessem que o julgamento estava chegando. Seu primeiro ponto sobre a falta de alerta, a ausência de um sinal, foi a característica dos dias de Noé. Será exatamente a mesma coisa no tempo de Seu retorno. Todo mundo irá achar que ‘a vida continua’ do mesmo jeito desde o início do tempo. Certamente, esse é o mesmo ponto mostrado por Pedro em seu controverso livro conhecido como 2 Pedro:

Para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apòstolos do Senhor e Salvador. Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Eles voluntariamente ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus, e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste. Pelas quais coisas pereceu o mundo de então, coberto com as águas do dilúvio, 2 Pedro 3:2-6

Pois quase todos, como Paulo nos ensina, não estarão olhando para os sinais da chegada de Jesus. Eles estarão cegos para os alertas, pois eles são os filhos da noite, e não do dia. E totalmente ao contrário, todos aqueles que estão vigiando, detectarão os sinias de Sua vinda. Aqueles que não vigiam serão pegos despreparados.

Porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; Pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; Porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios; Porque os que dormem, dormem de noite, e os que se embebedam, embebedam-se de noite. 1 Tessalonicenses 5:2-7

EXISTEM TAMBÉM SIANIS QUE PASSARÃO DESAPERCEBIDOS

Muitas vezes as mudanças são tão significantes que podem ser chamdas de épicas. Jesus via as condições políticas de Seu dia e podia ver a inevitável batalha entre o nacionalismo judeu e a autoridade romana. Ele entendia que o status quo iria mudar para sempre para o povo judeu. Ele alertou os políticos e o povo para acordarem e entenderem o desastre que estava prestes a acontecer. Suas profecias foram bem específicas: O coração e a alma da identidade judaica, seu templo, em breve seriam destruídos. Ele disse aos seus discípulos: “Não restará pedra sobre pedra.” (Mateus 24:2). Sua retórica caiu pesada sobre sua querida crença de que a nação da Judéia e a religião hebraica eram tão sólidas quanto as pedras do Templo. Olhando para elas, como alguém poderia pensar diferente? As pedras eram enormes. O complexo do Templo era do tamanho de três estádios de futebol. Parecia ser imóvel. Como essas pedras, os discípulos assumiam que nada poderia balançar a religião de Yahweh.

Em resposta à presunção deles sobre a sua inabalável herança hebraica, ao centro de suas crenças que haviam sido instiladas por anos de ensinamento e uma inundação de ‘conhecimento convencional’ que ignorava o sinias dos tempos, Jesus os alertou a não serem tolos em achar que pareciam indestrutíveis como aquela construção a qual Deus uma vez escolheu viver. Apesar de toda sua história sagrada, o Templo poderia ruir. De fato, Jerusalém seria destruída e o Templo também. A geração a qual Ele falava iria testemunhar todos esses eventos. (Mateus 24:34).

Moisés previu quinze séculos antes que um dia os judeus seria dispersos pelo mundo e não mais aproveitariam o conforto e a familiaridade de sua terra natal ou o modo pelo qual viviam. Como uma nação, eles seriam sem-teto. O povo da Judéia já devia estar assumindo que a diáspora já era um fato acontecido, o pior estava para acontecer. Não havia dúvidas de que esse era um fait accompli na qual a conhecida destruição do Templo por Nabucodonosor e a remoção de todos da Judéia para a Babilônia seis séculos antes, de que o que Moisés previu já havia acontecido. O Reino do Norte de Israel havia sido destruído e seu povo espalhado por destinos desconhecidos. Eles foram dispersos por muitas terras. Mesmo sendo verdade de que essas dez tribos na verdade não foram realmente ‘perdidas’, esses antigos hebreus seria bem difíceis de se encontrar! Não seria essa a dispersão descrita por Moisés?

Quando os hebreus da Judéia (os judeus) retornaram para Jerusalém liderados por Zerubadel para reconstruir o Templo, e depois quando Neemias liderou outros para reconstruir as muralhas de Jerusalém, não havia dúvida entre os ensinamentos dos líderes judeus para o povo de que o Reino dos Judeus aguentaria quaisquer tempestades. A ocupação de Roma não duraria para sempre. Em breve Deus iria atuar a favor deles. Os romanos seriam expulsos. A adoração a Jeová seria vitoriosa mais uma vez. As grandes pedras arrumadas magníficamente eram prova suficiente. Seu Templo era o símbolo da inevitabilidade. Mesmo assim, Jesus balançou com aquele senso comum. O Reino da Judéia iria cair dentro de uma geração. Quando esse sinal ‘natural’ viesse da cidade de Jerusalém sendo rodeada por exércitos, seria o tempo de deixar tudo e fugir. Jesus deu a eles um sinal:Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei então que é chegada a sua desolação. Então, os que estiverem na Judéia, fujam para os montes; os que estiverem no meio da cidade, saiam; e os que nos campos não entrem nela.” Lucas 21:20-21 Os exércitos de Roma que cercavam Jerusalém eram um sinal visível e certo para as pessoas de Jerusalém: “Dêem o fora enquanto está tudo bem!”

Em 67 D.C., o general romano Titus e seu exército cercaram Jerusalém. Titus, o filho de Vespasiano (que em breve se tornaria Cézar), deu uma chance aos habitantes de Jerusalém para escapar ao cerco. Judeus Cristãos, que atentaram ao alerta de Jesus 35 anos antes, deixaram a cidade e fugiram com outras comunidades Cristãs para as terras vizinhas. No entanto, tanto os nacionalistas fervorosos, como os piedosos religiosos, não podiam conceber como Deus iria permitir que Sua Cidade Eterna fosse destruída. Então eles ficaram. E a previsão de Jesus da destruição de Jerusalém aconteceu exatamente do jeito que ele falara. Titus queimou o templo até o chão. Os exércitos romanos suspenderam e separaram as pedras para encontrar o ouro do templo, que havia sido derretido durante o incêndio e se acumulou por dentre as fendas. Como Jesus havia dito, não ficará pedra sobre pedra. Dentro de alguns poucos anos depois, a nação de Israel iria desaparecer e a terra ficaria desolada. O mundo deles acabara. Antes disso ter acontecido, para os Judeus o seu templo parecia ser o mais sólidos dos símbolos que sua religião e existência poderiam definir como indestrutível. Ele havia resistido à ameaça de Alexandre o Grande no terceiro século A.C., Antióquio Epifane IV dos Sírios no segundo século A.C., e ao imperador romano Pompéio 60 anos antes do nascimento de Jesus. Antes do ato de Titus Romanus, prever uma catástrofe no templo era como prever, bem, a Segunda Vinda de Cristo hoje. Como os judeus, nós achamos isso algo inconcebível para nosso mundo como algo sendo uma mudança tão drástica.

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