A GRANDE BABILÔNIA

PERGUNTAS SOBRE O LIVRO “THE FINAL BABYLON: AMERICA AND THE COMING OF ANTICRIST” DE DOUGLAS W. KRIEGER, DENE MCGRIFF E S. DOUGLAS WOODWARD

The Final Babylon:  America and the Coming of Antichrist 

PERGUNTAS REALIZADAS POR L. A. MARZULLI

 

  1. 1.    Qual foi a motivação que o levou a escrever este novo livro, The Final Babylon?

Acreditamos que é vital a identificação da base de poder do Anticristo, especialmente se ela é a América, como nós concluímos. Assumimos também que a Grande Babilônia a base de poder do Anticristo, e não apenas mais uma “característica” dos últimos dias. O Anticristo e a Grande Babilônia estão diretamente ligados. A Mulher monta numa Besta (Apocalipse 17) até que a Besta, junto com os 10 reis, se viram contra ela e a devoram.

 

Disse-me ainda: As águas que viste, onde se assenta a prostituta, são povos, multidões, nações e línguas. E os dez chifres que viste, e a besta, estes odiarão a prostituta e a tornarão desolada e nua, e comerão as suas carnes, e a queimarão no fogo. Porque Deus lhes pôs nos corações o executarem o intento dele, chegarem a um acordo, e entregarem à besta o seu reino, até que se cumpram as palavras de Deus. E a mulher que viste é a grande cidade que reina sobre os reis da terra.

(Apocalipse 17:15-18)

 

De maneira mais ampla, acreditamos que o Anticristo liderará um grande império mundial nos últimos dias. Acreditamos que estamos nesses dias. Nossa principal conclusão é a de que o Senhor retornará daqui 20 a 25 anos. Nós realmente acreditamos que Seu retorno possa acontecer até mesmo dentro dos próximos 10 anos. Se nossas conclusões forem aceitas pelos estudiosos das profecias da Bíblia, então a identificação da base de poder da qual subirá o Anticristo é extremamente importante. É nossa responsabilidade sermos vigilantes. Devemos mostrar os filhos malignos das trevas.

 

Enquanto os impérios dos tempos antigos eram também conhecidos pelas suas capitais (como Tiro, Társios, Babilônia e Rome), esses impérios não eram apenas cidades, mas nações ou até mesmo várias nações. A Babilônia era conhecida como a terra dos Caldeus. Isso é consistente com o que esperamos do império final para nosso entendimento. Por agora, vemos que a Babilônia e a Filha da Babilônia são interconectáveis em Isaías e em Jeremias. Da mesma maneira, Tiro e Társios também tidos como exemplos de um império final devidas às suas características de poder financeiro. Esses impérios são referidos como cidades e terras. Acreditamos que a “Grande Babilônia” também é, da mesma forma, uma cidade, uma nação, um império, e acreditamos num “sistema mundial”, especificamente, um sistema mundial dos gentios. O Livro de Apocalipse (e a toda a Bíblia) pode ser resumido como uma guerra entre duas cidades: a Cidade Santa de Jerusalém e a cidade profana do “Homem”, Babilônia. Esses é um sistema que permeia todas as nações da terra.

 

Um império de tal estatura não cresce do dia pra noite. Ele deve crescer com sua dominância em poder financeiro, militar e geopolítico. Historicamente, sua cultura e sua base espiritual também são vitais para sua influência sobre o mundo. Os EUA dominam em todas as categorias, e isso levou 237 anos para que os EUA conquistasse esse status supremo.

 

A Europa não materializou essa poder dominante em nossos tempos em nenhuma dessas categorias. Enquanto isso, a América não se diminuiu em nenhum desses atributos (relativamente ao resto do mundo), apesar de alguns problemas com dívidas, desemprego e lentidão do crescimento econômico. Enquanto a economia dos EUA desacelerou comparativamente aos “tempos melhores”, comparada às outras nações, ela ainda está na frente de todas elas. Os EUA são três vezes maiores que a China e 50 vezes maiores que a Arábia Saudita. O Iraque continua a ser destruído por forças de guerrilha. O Irã está a um passo de uma guerra com Israel e/ou EUA. A confederação árabe unida não pode dominar o Oriente Médio enquanto Israel existir, e dessa forma querer dominar o mundo.

 

Se o Senhor estiver para voltar nas próximas duas décadas, como seria possível uma reviravolta em toda essa situação? Muitos Evangélicos assumem que o arrebatamento da igreja possa ser o evento cataclísmico que irá disparar essa mudança radical. No entanto, para que isso aconteça, precisamos crer num arrebatamento pré-tribulação, que é uma visão já não aceita por muitos Evangélicos. Mais ainda, esse cenário deve ser levar em conta o número de Cristãos na América relativos ao resto do mundo. Será que a América hoje é uma nação cristã? Mesmo se o arrebatamento acontecer antes do final dos sete anos de história (as 70 semanas da profecia de Daniel em Daniel 9:24-27), será que o arrebatamento causaria uma catástrofe localizada só na América, sem ocorrer em outros lugares? É claro que não será assim, seria muita arrogância supor esse tipo de acontecimento.

 

Existe também outro fator muito particular que suporta nossa tese: a maioria dos estudiosos acredita que semana final de Daniel se inicia com um tratado ou contrato militar para proteger Israel. Será que Israel procuraria fazer um pacto com outra nação que não fosse os EUA? Não seria significante que em 22 de Março desse ano, o Presidente Obama viajou para Israel a fim de reforçar a “Inquebrável Aliança” entre os EUA e Israel? Agora raciocine por um instante, pois se você está governando uma pequena e vulnerável nação, e seu país está rodeado por seus inimigos por todos os lados. Qual exército que você gostaria que te protegesse? Seria uma aliança militar europeia (que na verdade nem existe, pois a NATO conta com os EUA para sobreviver), ou uma aliança Árabe que tem sido sua inimiga mortal pelos últimos 65 anos, e tem sido amplamente derrotada por você em todas as guerras? Ou os EUA, que são seu parceiro militar desde a década de 50 e tem o maior exército do mundo? A pergunta só tem uma resposta e é bem óbvia.

 

 

 

 

 

  1. 2.    Você escreve que a América foi fundada por Deístas. Com isso em mente, como você reconcilia essa posição com o fato da existência de igrejas em quase todas as esquinas dos EUA?

 

A América foi fundada por muitas personalidades religiosas: Puritanos em Plymouth e Rosacrucianos em Jamestown. Ambos procuravam por fugir de perseguições. Ambos queriam fugir da Europa que era dominada por Padres Católicos e Reis tiranos que assumiam que suas autoridades eram direito divino. Woodward cita em Power America que a América se tornou um lar para Cristãos de várias formas e tamanhos, mas também se tornou um céu para o ocultismo. A constituição dos EUA protege a ambos.

 

A América cresceu devido ao seu zelo religioso. Ela enviou mais missionários ao mundo do que qualquer outra nação. Mas mesmo existindo muitas igrejas nas esquinas das ruas em todas as cidades americanas, também existem aproximadamente 56 mil lojas maçônicas por todo país. O Joio e o Trigo cresceram juntos.

 

A Constituição não é mandatória de que o Cristianismo seja a religião do estão. Estritamente falando, para que a América fosse fundada como uma nação Cristã, os documentos do governo deveriam ter isso por escrito de forma bem clara. Ao invés disso, a Constituição americana fala sobre liberdade religiosa. Existe uma separação entre Igreja e Estado…

 

Alexis de Toxqueville, o qual fez um estudo sobre a democracia americana em 1835, indicava que a moralidade e o zelo religioso eram o cerne do que fazia a América ser grande. Mas isso foi ha 178 anos atrás. Quantos Cristãos hoje podem dizer que a América é uma nação cristã? O Presidente Obama é firme em seu ideal de que ela não é e nunca foi uma nação cristã. Sem dúvida nenhuma ele diz isso para diminuir as tensões entre os EUA e as nações muçulmanas. Mas tudo isso que ele diz o tempo todo, só deixa cada vez mais implícito e reforça nosso ponto de vista. O líder dos EUA deseja afastar a nação americana da ética cristã que dominou plenamente o país por pelos menos os últimos 50 anos.

 

  1. 3.    Explique a influência maçônica dos Patriarcas Fundadores e como isso nos afeta hoje.

 

Estima-se que dos 55 que assinaram a Constituição, no mínimo 13 deles eram maçons. No entanto, independente no verdadeiro número de maçons que assinaram a principal documento do governo americano, os fundadores mais conhecidos foram todos maçons. George Washington foi certamente um grande maçon. Um de seus aventais maçônicos foi pessoalmente costurado por Madame Lafayette. Ele o vestiu na famosa fundação do Capitol, durante um ritual maçônico (colocando a pedra fundamental da construção do capitol). A arquitetura da capital dos EUA, de acordo com David Ovason (um estudioso da maçonaria), é um testemunho da influência maçônica na América.

 

Manly P. Hall, o primeiro historiador e filósofo da Maçonaria diz que a América fora especificamente fundada por maçons para o catalizador da criação do governo único mundial e da nova ordem mundial. A América seria o ponto de partida. Sua criação tinha razões políticas E religiosas.

 

Hall relata: “(Ben) Franklin falou sobre a Order of Quest (uma sociedade secreta) e a maioria dos homens que trabalhava com ele nos primórdios da Revolução Americana também eram membros. O plano era trabalhar para a Nova Atlântida se tornar uma realidade, de acordo com o programa feito por Francis Bacon, 150 anos antes. O surgimento da democracia americana era necessário para um programa mundial. Essas percepções extrasensoriais místicas vista com suspeita pelos materialistas seriam então desenvolvidas de acordo com as disciplinas das ciências, e todo o aprendizado seria consagrado ao supremo fim, onde os homens se tornariam deuses, conhecendo o bem e o mal”. Exatamente o que disse Lúcifer no Jardim do Éden.

 

Com 56 mil lojas maçônicas pela América, continuamos a ser influenciados por essa visão de um Deus sem Seus atributos bíblicos. Ele é o “Grande Arquiteto do Universo” (GADU), mas esse Deus não é YHWH. Detalhamos muitos sentimentos maçônicos em nosso livro, assim como quando David Barton diz que a Maçonaria Americana é bem diferente da Maçonaria Européia até 1825, quando o radicalismo europeu transformou a versão americana. Barton diz que os maçons americanos eram parcialmente cristãos. No entanto, Barton ignora outros aspectos da Maçonaria, até mesmo seu surgimento na América, o que dilui sua perspectiva confiante de que não existia conflito entre a maçonaria americana e o Evangelho. Barton é insistente, dizendo que os fundadores da América eram grandes Cristãos, apesar da grande influência da maçonaria.

 

 

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