O GRANDE INÍCIO – PARTE 03

Caim, Crânios Alongados e os Antigos Deuses da Suméria

NOTA DO EDITOR: Essa é a terceira parte de uma nova série online baseada numa reportagem especial investigativa da SkywatchTV.com que foi colocada online em meados de fevereiro e irá até os meados de Março (2017). Essa série e os programas que virão estarão centrados em dois principais livros (a serem lançados no dia 7 de março – já adquiridos pelo autor deste site efesios612.com): Reversing Hermon escrito pelo Dr. Michael S. Heiser e The Great Inception pelo âncora da SkywatchTV, Derek Gilbert. Essas reportagens e seus textos revelarão o que a maior parte da igreja moderna jamais ouviu a respeito de como a história do pecado cometido pelos Sentinelas em 1 Enoque teve um papal central na missão de Jesus, o Messias, assim como fatos bíblicos escondidos por trás das histórias dos antigos deuses e o papel que eles têm e TERÃO no que levará ao Armageddon, com importantíssimos detalhes altamente secretos juntamente esquecidos pelas instituições religiosas modernas.

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Eles já estiveram aqui antes. O tempo de voltarem já chegou?

A vida depois do Éden deve ter sido um enorme desapontamento para os primeiros humanos, especialmente o primeiro casal. Esqueçam sobre o tal fardo de viver sob a maldição: ter que cuidar da própria terra para obter alimento do solo a fim de sobreviver, a dor de trazer uma nova vida ao mundo, e todo o resto. O entendimento de que eles desapontaram o seu Criador e terem condenado seus filhos e os filhos dos seus filhos até o fim dos tempos e terem suas vidas separadas de Yahweh deve ter sido algo quase que insuportável.

A Bíblia nos fala muito pouco sobre o resto de suas vidas. Só sabemos os nomes de três dos seus filhos: Caim, Abel e Sete. Devem ter existido outros e pelo menos dois deles eram meninas, pois Caim e Sete, ambos casaram e tiveram filhos. (Viram? A velha questão: “Onde Caim encontrou sua mulher?” Não é muito difícil de responder).

Entendemos que arqueólogos seculares e historiadores não concordam com muito do que acreditamos sobre a história humana. Tudo bem. Nós, cristãos crentes na Bíblia não rejeitamos a ciência quando interpretamos dados através das lentes bíblicas. A ciência é um processo pelo qual coletamos e gravamos informações para testarmos as teorias sobre como as coisas são. Análise é o que fazemos com essa informação depois dela ser coletada. Não é a ciência que frequentemente questionamos, é a análise.

Os estudiosos concordam, no entanto, que a civilização emergiu no Crescente Fértil ao redor de 10.000 a.C. (Nota: estamos usando datas que são normalmente aceitas por um consenso de estudiosos para não sermos motivo de chacota sobre a linha de tempo. Isso está fora do escopo do que estamos tentando fazer aqui). A agricultura, as cidades, a escrita, o comércio, a ciência e a religião organizada, tudo se desenvolveu num amplo arco que se esticava do Egito até o Levante e daí abaixo até a Mesopotâmia.

Essa civilização é chamada de cultura Ubaid pelos estudiosos. Mas não era assim que as pessoas que viviam lá a chamavam é claro; não sabemos como eles se denominavam a si mesmos, pois eles nunca inventaram a escrita. A civilização Ubaid pegou seu nome de Tell al-Ubaid, um pequeno monte de assentamento ao sudeste do Iraque, onde os famosos arqueólogos Henry Hall e Sir Leonard Woolley escavaram os primeiros pedaços de vasos desse povo entre 1919 e 1924.

 

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Mapa da civilização Ubaid na Suméria

 

Isso aconteceu muito com as culturas pré-históricas. Os nomes de todas as suas civilizações são acidentes de descobertas, vindo de qualquer coisa que o primeiro arqueólogo, pastor entediado ou ousado pesquisador de tumbas achava como primeiro pedaço de evidência de pessoas que eles nunca ouviram falar antes. Imaginem quando arqueólogos daqui a 8000 anos descobrirem os remanescentes da nossa civilização e tropeçarem num Playstation ou num vidro de perfume.

Os arqueólogos que estudam a cultura Ubaid concordam que ela se espalhou de Eridu, no sudoeste do Iraque, eventualmente indo longe até o que chamamos hoje de Irã, norte da Síria, sul da Turquia e o Levante (Síria / Líbano / Jordânia / Israel). A civilização Ubaid era tipificada por grandes vilas sem muros, cassa retangulares com vários cômodos feitas de tijolos de argila, vasos de boa qualidade e os primeiros templos públicos. A irrigação das plantações se desenvolveu ao redor de 5000 a.C., então os cereais e grãos poderiam crescer em clima seco que novamente dominou a região. A primeira cidade da Mesopotâmia, e dessa forma a cidade mais antiga do mundo, apareceu por volta de 5400 a.C. Embora assentamentos de agricultura como Jericó (9000 a.C.) e Jarmo, ao leste da moderna Kirkuk no Iraque (7100 a.C.) sejam mais velhos, Eridu, localizada no que hoje conhecemos como sudeste do Iraque, foi lembrada pelos últimos sumérios como a primeira cidade, com um grau de especialização dentre seus cidadãos nunca antes visto em comparação a outros assentamentos.

A Lista de Reis Sumérios, datada de 2100 a.C., está dessa forma:

Depois do reinado que desceu do céu, o reinado foi em Eridu. Em Eridu, Alulim se tornou rei; ele governou por 28.800 anos.

O interessante é que a Bíblia apoia essa narrativa.

Então saiu Caim da presença do Senhor, e habitou na terra de Node, ao oriente do Éden. Conheceu Caim a sua mulher, a qual concebeu, e deu à luz Enoque. Ele edificou uma cidade, e lhe deu o nome do filho, Enoque. A Enoque nasceu Irade, e Irade gerou a Meujael, e Meujael gerou a Metusael, e Metusael gerou a Lameque.

Gênesis 4:16-18

Alguns estudiosos, como o egiptólogo David Rohl, acreditam que é possível que o “ele” na segunda sentença, se refira a Enoque e não Caim. A última palavra, Enoque, pode ter sido adicionada mais tarde. Nesse caso, o construtor da cidade foi Enoque, e a cidade foi nomeada para o seu filho, Irade, ou Eridu.

Especulando um pouco mais além, podemos aplicar uma tradução rudimentar ao nome Alulim e chegarmos a um “quarto homem” (A = prefixo + lu = “homem” + lim, uma contração de limmu = “quatro”). Novamente, isso é especulação e não deve ser tomado como base, então, não entendam isso como evangelho. Mas se estiver correto, então Alulim pode ter sido Irade, o “quarto homem”, ou quarta geração, depois da criação: Adão, Caim, Enoque e Irade, e o primeiro rei da primeira cidade na Terra, Eridu, a cidade que tinha seu nome.

Independentemente de suas origens, o que é mais interessante sobre Eridu é que, além de ser a cidade mais antiga da Mesopotâmia, e possivelmente do mundo, é que ela também foi o lar de um dos maiores e mais antigos zigurates na Mesopotâmia. Esse foi o templo de um dos mais importantes deuses do antigo Oriente Próximo. Ele era conhecido como Enki pelos sumérios e Ea pelos posteriores acadianos e babilônios. Enki era o deus das águas doces necessárias para a vida. Ele era mostrado com duas correntes de água fluindo de seus ombros que representavam os rios Tigre e o Eufrates, as principais fontes de água da Mesopotâmia.

Junto com An (ou Anu), o deus do céu e Enlil, o deus do ar, Enki era um dos três deuses mais importantes na Suméria. Ele chegou muito cedo na Suméria de Dilmun, provavelmente a ilha do Bahrain no Golfo Pérsico. Na verdade, os sumérios acreditavam que o próprio Enki havia criado Eridu, elevando-a do solo pantanoso que então ficou conhecido como a costa do golfo.

Enki era o deus da magia, artesanato e sabedoria. Embora Enlil fosse o rei dos deuses, Enki era o mantedor do mes (soa como “mezz”), um decreto dos deuses que formavam os conceitos fundamentais e dons da civilização: desde as práticas religiosas até a interação social e música.

O mito da criação babilônico, o Enuma Elish, descreve como tudo na Terra veio a existir através da derrota da deusa do caos Tiamat por Marduk, filho de Enki/Ea, o deus chefe da Babilônia. No entanto, a antiga história suméria credita a Enki ter dado vida a todas as coisas, incluindo a humanidade, e diz que Enlil é que venceu Tiamat.

As diferenças nas histórias são pelo menos parcialmente devido ao desejo e direção do poder através dos séculos. Cada cidade na Mesopotâmia tinha um deus patrono ou deusa. A importância de uma deidade era, como podem perceber, ligada às fortunas dessa cidade. Assim como Eridu era o lar de Enki, Enlil era a deidade chefe de Nippur, Inanna (Ishtar) era suprema em Uruk, o deus sol Utu era o deus patrono de Sippar, e por aí vai. Para lhes dar uma ideia da incrível quantidade de tempo com a qual estamos lidando, Enki liderou em Eridu por aproximadamente 3.500 anos antes de Marduk substituir Enlil como o chefe do panteão Mesopotâmico, um evento ligado à emergência da Babilônia como potência dominante na região no século XVIII a.C.

Essa é a mesma quantidade de tempo que passou entre Moisés liderando os Israelitas saindo do Egito e você lendo esse texto.

Esse assunto não é, de jeito nenhum, um passeio fazendo uma revisão da vida, cultura ou religião da antiga Mesopotâmia, mas existe mais um aspecto da vida no antigo Oriente Próximo que nos chama a atenção. É algo que normalmente só ouvimos falar através de fingidos pseudo-estudiosos que empurram esse fenômeno os ligando a extraterrestres, e vem espalhando isso desde o final da década de 40, dizendo que as pessoas na Mesopotâmia, antes de aprenderem a escrever, procuravam um jeito de deixar os crânios de seus filhos em formato de cone, alongados.

Ao que parece, baseado em remanescentes humanos datados entre 10.000 a.C. e 3.500 a.C., que a deformação cranial se espalhou pela cultura Ubaid e Eridu, a primeira cidade do mundo, possivelmente construída por Caim ou seu filho, foi o marco inicial para esse ato de deformação cranial. Uma escavação arqueológica em Eridu lgo depois da Segunda Guerra Mundial, desenterrou milhares de corpos que foram enterrados durante a época de Ubaid. Das 206 peças remanescentes que os arqueólogos exumaram, “todos os crânios haviam sido deformados de uma maneira ou de outra”.

Viram? 206 de 206. Não foram poucos, e não apenas as elites. Parece que todas as pessoas de todas as camadas sociais de Eridu tinham um crânio deformado.

Agora, ao invés de se perguntarem por que, o líder arqueólogo decidiu que foi uma “pressão da terra” depois do enterro que causou isso, mesmo que nenhum dos crânios estivesse rachado ou quebrado, o que seria esperado se as deformações tivessem acontecido depois de sua morte.

Evidências de modificação cranial têm sido encontradas em sítios por todo o Iraque, sudoeste do Irã, leste da Turquia, os vales das montanhas de Zagros, e a costa oeste do Golfo Pérsico, datando de 7.500 a.C. até 4.000 a.C. Depois disso, parece que esse tipo de prática desapareceu.

Hmmm. Se colocarmos o dilúvio global em algum tempo entre 4.000 e 3.500 a.C….

headshaping-211x300A grande questão é por que isso existia? Por favor entendam que não estamos sugerindo que esses eram mutações genéticas ou os parte humano Nephilim, os híbridos de anjos e humanos mencionados em Gênesis 6 (embora os Nephilim pudessem estar ter estado por aí pelo menos parte desse período). Mas quem acorda de manhã em 7.000 a.C. e decide enrolar algo ao redor da cabeça de um bebê para ver se ela fica pontuda?

Os que os inspirava fazer isso? E por que Eridu foi o ponto inicial de tudo?

Um estudo publicado no jornal acadêmico Paléorient em 1992, concluiu que a prática da deformação cranial, que foi encontrada pelo mundo todo, se originou no Oriente Próximo, pois era amplamente difundida lá. No entanto, os pesquisadores acreditavam que a deformação não era necessariamente intencional, mas provavelmente “incidental para os padrões de funcionamento da cabeça”.

Sério? Por mais de seis mil anos os nossos ancestrais acidentalmente forçavam seus bebês a vestirem um pano na cabeça tão apertado para deformarem seus crânios?

Aqui vai outro dado para análise. Em Eridu e nas cidades vizinhas do sul da Suméria antes do dilúvio, e ali, arqueólogos encontraram cerca de 120 esculturas em terracota chamadas pelos estudiosos de “ofidianos”. Uma palavra bonitinha para algo que se aprece com uma serpente. Eles são bípedes esguios, adornados com protuberâncias parecendo botões, mais frequentemente femininos do que masculinos, normalmente em poses que são exclusivas dos mamíferos, por exemplo, uma figura parecida com um lagarto feminino dando de mamar a uma criança.

ophidiansOs estudiosos mencionados acima apontam em seus documentos que não existem estudos sérios dessas figuras e o que eles significam para os antigos, e nenhuma literatura apresentando um estudo sobre as origens da deformação cranial humana (pelo menos até os textos deles em 1992).

Por que isso acontece?

Enquanto não existe muita atenção escolástica prestando atenção às figuras parecidas com serpentes, existem muitos documentos publicados nos últimos dez anos sobre a deformação cranial no antigo Oriente Próximo. Ainda não existem conclusões sobre por que ou como isso começou, mas está claro que as pessoas que viviam nessa região, os descendentes dos refugiados do Éden, fizeram dessa estranha prática um hábito.

Nunca saberemos com certeza, mas podemos especular: as pessoas que formaram as primeiras civilizações humanas copiavam a aparência de alguém, alguém viu e decidiu que esse era um ideal físico. O que motiva os adolescentes dos dias modernos a vestirem determinadas roupas e tipos de cabelo? Exceto é que essa moda em particular não mudou com o passar dos anos, e esteve em alta por praticamente todo mundo lá por mais de 6.000 anos!

Isso não parecia apenas uma prática da moda da época. No entanto isso começou, era aparentemente uma prática na qual se acreditava convinha alguma vantagem.

Lembrem-se quando falamos sobre o nachash serpentóide e os serafins, e se lembram quando falamos que pelo menos um deles se rebelou contra Yahweh. Seria possível que os cidadãos do Oriente Próximo pré-histórico estivessem tentando obter favor de um deus?

Agora, se ainda não o fizemos, é aqui que podemos sair um pouco dos trilhos. Mas discorramos através de mais uma teoria, olhando a evidência e vejamos se faz sentido.

Como mencionado mais cedo, Eridu era considerada pelos arqueólogos como o centro da cultura Ubaid. O período Ubaid é definido como a civilização no antigo Oriente Próximo pouco antes do tempo de Ninrode e da Torre de Babel, aproximadamente entre 6.500 e 3.800 a.C. Ela pode ter começado não muito depois de Adão e Eva terem sido expulsos do jardim.

Agora, Deus queria que a humanidade “tivesse domínio sobre os peixes do mar e sobre os pássaros no céu e sobre todas as coisas vivias que se moviam sobre a terra” (Gênesis 1:28). Não era para que Seu povo tivesse domínio uns sobre os outros. Como Jesus disse aos seus discípulos há milhares de anos atrás: “Sabeis que os governadores dos gentios os dominam, e os seus grandes exercem autoridades sobre eles. Não será assim entre vós; antes, qualquer que entre vós quiser tornar-se grande, será esse o que vos sirva” (Mateus 20:25-26).

Assim como Adão e Eva foram criados para trabalhar a terra, Deus projetou os humanos para serem mais ou menos autossuficientes, produzindo seu próprio alimento, cuidando do seu próprio rebanho e ajudando uns aos outros sempre e quando precisassem. Quando você vive esse tipo de vida, você fica muito ocupado para ser o senhor dos seus vizinhos. E, francamente, uma vez que você não dependa de ajuda para dar o pão de todo dia para sua família, é difícil para um governo governar sobre você. Faz sentido porque Israel foi governada por juízes nos tempos problemáticos durante seus primeiros anos, mas um rei não era parte plano original, mesmo assim Deus, que conhece o fim desde o início, claramente viu o que estava por vir e deixou que os hebreus fizessem Saul de rei mesmo assim.

Mais cedo nós descrevemos as principais características da civilização Ubaid. Arqueólogos e sociólogos notaram duas outras coisas que emergiram durante o período Ubaid: primeiro, houve a transição de uma sociedade rural para uma urbana; e segundo, a sociedade se tornou cada vez mais estratificada.

Em outras palavras, a evidência: as coisas com as quais as pessoas eram enterradas, em sua maioria, mostra que as pessoas se moviam da zona rural para a cidade, os ricos se tornavam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

Esse período também viu a construção dos primeiros templos na Mesopotâmia. Cada cidade aparentemente tinha um templo para o seu deus local. E cada templo tinha um celeiro para coletar as ofertas dos frequentadores. É claro que isso significa que alguém observava o quanto alguém havia dado, e mais importante, quem recebia quanto. Arqueólogos e sociólogos acreditam que isso levou a uma classe de elite de líderes hereditários, os quais devem ter sido aqueles que lidavam com os grãos dos celeiros dos templos.

Taxas substitutas cobradas e controle de segurança social sobre a colheita dos grãos e racionamento vieram, e fica claro que as coisas não mudaram muito há pelo menos 8.000 anos. Vamos lá.

É justo nos perguntarmos como essa situação veio a existir. Só podemos especular, uma vez que não temos nenhum documento escrito para estudar. Logicamente, entretanto, é fácil entendermos que as entidades que se rebelaram contra Yahweh nesse estágio inicial se colocaram a si mesmos como deuses. Isso é concebível, baseado no que sabemos sobre os anjos da Bíblia, que um ou mais deles apareceram aos pré-sumérios e encorajaram certos candidatos os quais foram receptivos às ideias de que: 1) os deuses precisam de templos; 2) os templos precisavam de reis sacerdotes para observar as oferendas e se certificar de que os deuses estavam satisfeitos. O resultado foi uma civilização onde a liberdade estava restrita à classe mais alta, enquanto os peões trabalhavam a terra para dar suporte a eles.

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