CIENTISTAS ADMITEM: ENTRAMOS NOS “DIAS DE NOÉ”

Cientistas admitem que entramos nos “Dias de Noé” e a Engenharia Genética está levando a humanidade em direção a um cenário de “Planeta dos Macacos” com produndas “Consequências Religiosas”

planet-of-the-apes-3-director-matt-reevesMeio humano, meio animal? Os incríveis desenvolvimentos nas ciências da nanotecnologia, biotecnologia, tecnologia de informação e ciência cognitiva (NBIC), estão fazendo com que surjam problemas que só achávamos existir na ficção científica.

Estudos recentes têm nos trazido para perto de um Planeta dos Macacos, escrito pelo novelista francês Pierre Boulle em 1963. Em três experimentos, onde o último deles foi publicado na Current Biology (Biologia Atual) no mês passado, mostrando que os cientistas melhoraram as capacidades intelectuais de ratos de laboratório ao modificarem suas sequências de DNA com segmentos de cromossomos humanos ou injetando neles as células gliais do cérebro humano.

Esse animais modificados apresentavam cérebros maiores e podiam realizar tarefas difíceis mais rapidamente. As sequências de DNA que foram modificadas com sucesso estavam envolvidas com a linguagem e o tamanho do cérebro humano. Depois veio um estudo sobre modificações genéticas que tiveram sucesso em dois pequenos macacos que foi publicada na revista Nature em Março do ano passado, mostrando que o sucesso da melhora cognitiva encontrada nos ratos em breve seria verificada nos macacos.

Essas manipulações são alcançadas com enzimas modificadoras de DNA. Por aproximadamente 12 dólares, um estudante de biologia pode, nos dias de hoje, criar essas enzimas e conduzir engenharia genética, sendo então incrívelmente barato se criarem quimeras animal-homem. Década após década, novos achados e experimentos terão consequências impressionantes.

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Enzima modificadora de DNA – Fonte: Zephyris/GFDL

Como iremos impedir que alguns amantes dos animais não queriam ter um cachorro mais inteligente, mais empático e mais “humano”? Sempre haverá espaço para indulgências em relação a melhorias cognitivas de animais. Esse tipo de coisa será apresentado à humanidade como um fait accompli (fato consumado), do mesmo jeito que agora temos casais do mesmo sexo comprando crianças de mães de aluguel em outros países.

Quais serão os padrões éticos? Permitiremos que chimpanzés se tornem mais inteligentes? Uma vez que a dignidade e o respeito aos animais estão crescendo em nossas sociedades, o problema só vai se tornando cada vez mais relevante. Como iremos encarar os animais se e quando o seus QI’s modificados ficarem perto dos dos humanos de hoje? Deveríamos decretar um monopólio de inteligência conceitual para nossas espécies e computadores com inteligência artificial, e dessa forma barrando os animais de tal reconhecimento?

Essa revolução da NBIC levantará questões filosóficas sobre o que faz de nós sermos humanos ao abolir dois limites que antes eram tidos como intransponíveis: os que nos separam dos animais, com melhoramentos neurológicos, e o que nos separam das máquinas, com a inteligência artificial. Em ambos os casos, será que o acesso à inteligência e à consiência também não significam uma mesma dignidade àquela que os seres humanos têm? Qual o status que devermos dar aos animais melhorados e robôs em nossa sociedade?

O aparecimento de novas inteligências eletrônicas e criaturas biológicas também trará novas consequências religiosas. Alguns teólogos, como o Reverendo Christopher Benek, quer que máquinas inteligentes recebam o batismo se eles expressarem esse desejo.

A NBIC está levantando perguntas sem precedentes que trarão consequências para o futuro da humanidade. Mas para responder a elas, precisaremos de uma nova elite política. Dentre a classe dos políticos de hoje, muito poucos são capazes de compreender completamente essas questões.

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