EUA, SÍRIA E RÚSSIA: ABRINDO OS PORTÕES DO INFERNO

ESTADOS UNIDOS, SÍRIA E RÚSSIA: ABRINDO OS PORTÕES DO INFERNO

 

Por Paul McGuire

 

O mundo inteiro está reagindo à decisão do Presidente Obama em atacar a Síria, alegando que esta promoveu um ataque químico sob ordens de Assad, que já fora acusado do uso de armas químicas várias vezes no ano passado, incluindo o ataque em 21 de Agosto nos subúrbios de Damasco. No entanto, numerosas novas análises como as de Pat Buchanan e Ron Paul apontam para mais um ataque de “Bandeira Falsa”.

 

O Pentágono está movendo seis navios de guerra com mísseis cruzadores para o leste do Mar Mediterrâneo, dando aos EUA um poder de fogo capaz de atacar a Síria em resposta ao alegado uso de armas químicas, disse um oficial da defesa dos EUA. Outra notícia é que o destroier Stout irá juntar forças a mais quatro outros destroiers com mísseis que alcançam a Síria. Cada destroier pode carregar até 90 mísseis cruzadores que têm um alcance de aproximadamente 1600Km. Levando esse conhecimento a público ou não, a comunidade internacional e a ONU estão observando o Império Americano usar seu grande exército para resolver conflitos internacionais.

 

O que está acontecendo na Síria não está só afetando os EUA, Rússia, Inglaterra, China, Síria, Irã e Israel. Irá afetar o mundo inteiro, pois a Síria controla as maiores reservas de petróleo de sua costa, ocupando uma posição crítica na economia global. É possível que o preço do petróleo chegue a patamares astronômicos, o que irá mandar uma tsunami sobre toda economia global. Existem previsões feitas por grandes bancos como o SocGen e Goldman Sachs de que o petróleo poderá chegar a 150,00 dólares o barril se o conflito na Síria esquentar e trazer a Rússia e a China juntos.

 

De acordo com um artigo escrito por Steve Quayle em seu, “V – Atualizações da Guerrilha Economista”, “O problema na Síria começou por duas coisas. Primeiro foi a descoberta de gás natural no Mediterrâneo logo na costa da Síria, Líbano e Israel. Leia esta lista de novo, especialmente Líbano e Síria. A figura ficou clara? Essa descoberta foi feita a uma década atrás, mas o problema é que já existe no Oriente Médio uma fábrica que produzindo Gás Natural Líquido. E essa é a pequena nação do Qatar.”

 

Quayle continua: “Agora aqui é que você deve prestar atenção. O Qatar está flutuando em GNL (Gás Natural Líquido), tendo aproximadamente 77 bilhões de tonéis em reservas e isso sem dívidas. O problema é que o Qatar adoraria vender seu GNL à União Europeia e aos grandes mercados no Mediterrâneo. O problema para o Qatar alcançar essa meta é o seu irmão maior, a Arábia Saudita. Os sauditas já disseram “NÃO” à construção de tubos atravessando a Arábia Saudita.” A região do Qatar / Síria possui vastas reservas de gás natural. A Rússia tem um acordo com a Síria que a permite vender seu Gás Natural e Petróleo para a Europa.”

 

A Rússia agora controla o petróleo que sai da Síria e que é vendido para a Europa e China. No entanto, parece que existe uma batalha pelo controle do petróleo.

 

O Acordo de Nabucco foi assinado por várias nações europeias e a Turquia em 2009. É um acordo para a construção de uma grande tubulação que vai da Turquia até a Áustria, atravessando a Rússia e, novamente, com o Qatar no meio como uma estação para alimentar a tubulação através da tal tubulação da Arábia, indo da Líbia ao Egito em Nabucco (a imagem está ficando clara agora?). O problema de tudo isso é que a Rússia apoia a Síria a se manter no caminho.

 

O Qatar adoraria vender seu GNL para a União Europeia e os grandes mercados do Mediterrâneo. O problema é que para o Qatar alcançar isso está sendo a Arábia Saudita. Só que os sauditas já disseram “NÃO”. A única solução para o Qatar se ele quiser vender seu petróleo acabando com seu acordo com os EUA.

 

Recentemente, a Exxon Mobile e a Qatar Petroleum International, fizeram um acordo de 10 bilhões de dólares que permite a Exxon Mobile vender gás natural através de um porto no Texas para o Reino Unido e os mercados do Mediterrâneo. Com isso o Qatar sem ganhar muito dinheiro e a única coisa que impede suas aspirações é a Síria.

 

O papel dos EUA nisso é que ele tem muitas reservas de gás natural, na verdade a maior reserva conhecida no mundo. Existe uma razão pela qual os preços do gás natural têm sido suprimidos por tanto tempo nos EUA. Esse é o papel do envolvimento dos EUA no mercado de gás natural na Europa, enquanto destrói o monopólio que os russos têm aproveitado por tantos anos. O que parece ser um conflito com a Síria é, na verdade, um conflito entre os EUA e a Rússia!

 

As cidades onde existem mais conflitos na Síria agora são Damasco, Homs e Aleppo. Essas são as mesmas cidades onde deveriam atravessar as tais tubulações de gás. O Qatar é o maior financiador da revolta síria, tendo gasto quase 3 bilhões de dólares até agora no conflito. No outro lado da história está a Arábia Saudita, que financia os grupos anti-Assad. Os sauditas não querem ser marginalizados pelo Qatar; mas também querem derrubar Assad e implantar sua própria marionete no governo, que irá fazer o acordo de uma tubulação que irá cobrar do Qatar uma taxa para passá-lo através de Nabucco.

 

Com a grande possibilidade de um ataque dos EUA acontecer, existe um grande medo no mercado do petróleo sobre o aumento do preço dos barris. Agora o objetivo é cortar o monopólio da Rússia no suprimento de gás e petróleo para a Europa. Se essa conexão for cortada seja como for, isso trará consequências severas à economia russa, assim como à companhia russa de gás natural, a Gazprom.

 

Existem duas facções opostas na Síria. De um lado temos a do Qatar, que financia a irmandade muçulmana e suas subsidiárias que têm contato próximo com o Emir do Qatar. De outro lado temos os Sauditas apoiando os Wahhabi Al-Qaeda e seus subsidiários. Esses grupos cometem atrocidades, como o canibalismo dos Wahabis e a “irmandade” assassinando cristãos.

 

O que os banqueiros internacionais não estão dizendo ao povo americano é que a economia dos EUA está ruindo, e só está sendo impulsionada pela impressão de dinheiro do nada feita pelo Federal Reserve, o qual eles chamam de Facilidade Quantitativa (Quantitative Easing). Espalhando pretensiosamente o amor e a democracia pelo Oriente Médio, os EUA já tomaram o controle de seis nações árabes.

 

Para a Rússia, a Síria é mais do que apenas um local de porto estratégico do rico gás do Oriente Médio; é uma área estratégica essencial. A Rússia está agora sendo forçada a delimitar uma linha na areia, antes que percam todo o mercado europeu para o Oriente Médio e os interesses da Energia do Cáspio. A Síria está no coração da Eurásia e, historicamente, o império que controla a Eurásia, controla o mundo. A Rússia não pode permitir isso; e é por isso que eles estão colocando suas peças militares no lugar. A China, uma das maiores superpotências do mundo, não pode deixar de ter sua fonte de gás natural ser interrompida, e a China está do lado da Rússia quando o assunto é a Síria.

 

Se Obama atacar a Síria, alguns analistas acreditam que Vladimir Putin estará preparado para atacar a Arábia Saudita. Isso poderá parar com a saída de petróleo do Oriente Médio. Os EUA poderão entrar em estado de emergência e imediatamente restringir o acesso privado aos combustíveis em seu país para que conserve suas reservas dentro dos EUA! Isso paralisaria a economia americana. Supermercados, shoppings e farmácias que operam com entregas em tempo real, estariam virtualmente vazias em questão de dias. Não seria de surpreender que bancos fechariam e haveria o estabelecimento de lei marcial. Obviamente, este é o pior cenário.

 

Dados o presente clima sociológico nos EUA e a crescente onda de conflitos raciais, não demoraria muito para que o caos tomasse conta. Existem muitas pessoas que se beneficiariam desse caos ou “crise fabricada”.

 

O secretario de defesa aposentado, Janet Napolitano, fez um grande discurso sobre um possível “evento cibernético”. Um “evento cibernético” seria um apagão de todo comércio e comunicação pela internet. O ponto central de tudo isso, não é apenas sobre uma invasão dos EUA na Síria de maneira unilateral. Existe uma potencial resposta a tudo isso que poderá ser catastrófica! Se você crê na oração, agora é tempo de orar.

 

Os EUA estão em grande perigo! E o mundo vai atrás…

 

As profecias se cumprirão, querendo nós ou não. Apesar do tom amedrontador do texto, felicitemo-nos, pois o próprio YAHWEH disse: “Aquietai-vos, e sabei que Eu sou Deus, sou exaltado entre as nações, sou exaltado na terra.

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2 comentários sobre “EUA, SÍRIA E RÚSSIA: ABRINDO OS PORTÕES DO INFERNO

  1. Sobre sua matéria , ao meu ver nada disto faz o menor sentido, porque as reservas de gás da Síria estão 42º lugar no mundo ,perdendo até para o Brasil.

    1. Eu apenas traduzi a matéria, e considero as reservas de gás como mais um motivo para guerra e não o principal motivo para a guerra. No jogo de xadrez cósmico devemos é observar e esperar para que as nações ao redor de Israel se reunam contra a mesma. Reservas grandes ou não, os países endinheirados querem é gastar as reservas dos outros e ficar com a deles intactas e a Síria está “logo ali”. Mas obrigado pela sua observação.

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